O QUE É A ARTE?
ILHA PÚRPURA, A

A ILHA PÚRPURA

MANUEL JOÃO VIEIRA
DOCUMENTA
15,00 €

Descrição

Manuel João Vieira: «Somos todos Walt Disneys com os nossos maravilhosos pequenos mundos às costas.» Este livro foi publicado por ocasião da exposição Manuel João Vieira - Diário / Notas e Paisagens [Ala da Frente, Vila Nova de Famalicão, 20/06 > 27/9/2026, com curadoria de António Gonçalves] e da exposição Manuel João Vieira - A Ilha Púrpura: Notas e Paisagens [MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Lisboa, 18/05 > 07/09/2026, com curadoria e texto de João Pinharanda]. Manuel João Vieira (Lisboa, 1962) multiplica os seus modos de intervenção artística e cívica: tem uma intensa presença na cena musical e regulares momentos de presença política; mas é como artista plástico que aqui se apresenta - e essa é uma das suas áreas de maior importância como figura pública. Como pintor e desenhador, Vieira dialoga com uma tradição pictórica (que vem do renascimento ao simbolismo) que nada parece ter de «português». Há, é verdade, um trabalho (2010) em torno dos «Painéis de Nuno Gonçalves», mas é um exercício paródico e segundo um estilo muito diverso do que habitualmente desenvolve. A própria citação da tradição ocidental que referimos é feita, também, segundo critérios que pouco têm a ver com a subcultura «historicista» (também dita «anacrónica») que, por citação ecléctica, neoclássica e/ou neo-romântica, ocupou por momentos alguns dos pintores que protagonizaram, nos anos de 1980, o «regresso à pintura». Na sua própria geração, e mesmo no seu grupo (Homeostéticos), partilhando embora com eles valores de paródia, derrisão, eclectismo -, a sua obra vive isoladamente - Manuel João Vieira cumpre assim o destino dos artistas portugueses que se destacam: o de não ter mestres nem discípulos, o de não pertencer nem fazer «escola». [João Pinharanda]

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