Apresentação do livro Hoje, 3 de Maio.
Sessão com a autora, Patrícia Portela, e José Miguel Gervásio (artista plástico).
A livraria Fonte de Letras e a Editorial Caminho - Leya convidam para a apresentação do novo livro de Patrícia Portela, Hoje,3 de Maio
Com a presença da autora, Patrícia Portela, e José Miguel Gervásio, artista plástico, doutorando em pintura pela FBAUL.
«Viver uma guerra à distância é como olhar para este quadro. É estar lá sem estar dentro, é estar de fora sem estar cá fora. Vivo à distância. a guerra à distância. o horror à distância. a morte à distância. o medo à distância. o desastre à distância. É tudo uma mera notícia.»
Hoje, 3 de Maio é um romance escrito a partir do quadro Fuzilamentos de 3 de Maio de 1808, de Francisco José de Goya y Lucientes. Um retrato de quem fuzila e de quem é fuzilado numa Europa que permanece, até hoje, presa num tempo de guerra.
Em conjunto com a autora, Patrícia Portela, o artista plástico José Miguel Gervásio, doutorando em Pintura, pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, apresenta uma proposta de leitura da obra.
A sua tese, atualmente a aguardar defesa, desenvolve-se em torno de Francisco de Goya, sobretudo a partir da gravura Yo lo vi (Desastre n.º 44), entendida como momento crítico da modernidade visual e da construção da verdade através da imagem.
Patrícia Portela (1974) é autora de espetáculos, instalações e obras literárias. Tem um mestrado em cenografia e outro em filosofia; estudou dramaturgia, dança e cinema, em Lisboa, Utrecht, Londres, Helsínquia, Ebeltoft e Leuven. É autora de romances e novelas como O Banquete (2012, finalista do Grande Prémio de Romance e novela APE) ou Hífen (finalista do Prémio Correntes d'Escritas, Prémio Ciranda em 2022 e escrito com uma bolsa DGLAB). É cronista regular do Jornal de Letras, Artes e Ideias desde 2017 e foi cronista na rádio Antena 1 em «O Fio da Meada» por 6 meses (2019-2020). Os seus textos foram reunidos e publicados no livro Crónicas Fora de Jogo em 2022.
José Miguel Gervásio é licenciado em Artes Plásticas – Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto (1989–1994) e concluiu o mestrado em Práticas Artísticas em Artes Visuais na Universidade de Évora (2019–2021), com a dissertação Mollies, Pollies & Dollies: ou a Permanência da Subjectividade em Pintura. Atualmente, é bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e doutorando em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Expõe regularmente desde 1994. Na literatura, publicou O Sol Branco e Navio, E etc, Sonatina, edição de autor, texto adaptado ao teatro em 2016 pelo Projecto Ruínas, e Não São Para Valsas Todas As Noites, Língua Morta. Na ilustração, desenvolveu trabalhos de comunicação gráfica para a Colecção B e a livraria Fonte de Letras, em Évora, ilustrou Alucinar o Estrume, de Júlio Henriques, e colabora como ilustrador na revista Flauta de Luz.